Educação pública de qualidade não se constrói com discurso. Exige investimento, planejamento, continuidade e, acima de tudo, profissionais valorizados e respeitados.
Minas Gerais não pode se conformar com uma realidade em que seus professores estejam entre os pior remunerados do país. Quem assume diariamente a responsabilidade de ensinar, formar e preparar nossas crianças e jovens precisa ter dignidade salarial, condições adequadas de trabalho e reconhecimento profissional. Não existe educação de excelência sem a devida valorização de quem faz a escola funcionar.
Na Assembleia Legislativa, vou defender a valorização permanente dos profissionais da educação, tratando remuneração e condições de trabalho como parte da própria política de qualidade do ensino — e não como questões secundárias. As dificuldades fiscais e o endividamento de Minas não podem continuar sendo enfrentados transferindo a conta para quem sustenta os serviços públicos. Ao longo dos anos, professores e demais servidores da educação têm sentido diretamente os efeitos de escolhas políticas e administrativas sobre as quais não tiveram qualquer responsabilidade. Ajuste fiscal não pode significar arrocho permanente sobre salários, carreiras e condições de trabalho. É preciso responsabilidade com as contas públicas, mas também responsabilidade com quem mantém o Estado funcionando todos os dias.
Também vou trabalhar pelo fortalecimento da escola pública, com atenção especial ao combate à evasão e às desigualdades educacionais. Permanecer na escola e aprender não podem depender da renda da família, do município onde o estudante nasceu ou das condições sociais que enfrenta. Escola pública de qualidade é um direito inegociável.
Defendo a ampliação de uma educação pública de qualidade e em tempo integral, quando houver estrutura, profissionais e planejamento para que essa ampliação represente efetivamente mais oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e convivência. Escola não é depósito de crianças e adolescentes. Educação em tempo integral precisa significar formação integral: mais conhecimento, cultura, esporte, ciência, convivência e oportunidades de desenvolvimento humano e social — e não apenas mais horas dentro de um prédio escolar.
A educação inclusiva também exige muito mais do que garantir matrícula. É preciso oferecer formação permanente aos profissionais, equipes adequadas, suporte especializado e condições concretas de trabalho, para que as escolas possam atender diferentes necessidades de aprendizagem com competência, responsabilidade e respeito. Turmas superlotadas e profissionais obrigados a cumprir jornadas duplas ou triplas para alcançar uma remuneração minimamente digna são incompatíveis com qualquer projeto sério de educação inclusiva e de qualidade. Inclusão exige tempo para conhecer o estudante, planejar, acompanhar, dialogar com as famílias e trabalhar de forma articulada com outros profissionais.
E precisamos falar de saúde. Professores sobrecarregados, profissionais adoecidos e estudantes em sofrimento não são problemas externos à educação. Por isso, o cuidado com a saúde dos profissionais da educação e dos estudantes precisa integrar as próprias políticas educacionais. Não se enfrenta um problema apenas administrando suas consequências: é necessário agir também sobre suas causas.
Isso vale inclusive para a segurança nas escolas. Violência, sofrimento psíquico, conflitos, exclusão e ruptura de vínculos não se resolvem apenas com respostas policiais. Segurança escolar também se constrói com educação, prevenção, saúde mental, convivência, equipes preparadas e fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade. A polícia tem sua função diante de situações que exigem sua atuação, mas não pode substituir uma política pública de prevenção e cuidado.
Minha defesa é clara: valorizar quem educa, garantir permanência com aprendizagem, fortalecer a escola pública e reduzir desigualdades.
Educação não é gasto. É infraestrutura humana para o desenvolvimento de Minas Gerais.
E professor não pode continuar sendo tratado como alguém de quem se exige tudo e a quem se oferece pouco.
Valorização salarial e profissional dos professores, com remuneração digna e melhores condições de trabalho.
Defesa dos profissionais da educação diante de ajustes fiscais, para que não sejam novamente penalizados por más decisões de gestão do Estado.
Fortalecimento da escola pública, com foco em qualidade, permanência, aprendizagem e redução das desigualdades.
Ampliação responsável da educação em tempo integral, com estrutura, planejamento e formação integral — e não apenas aumento da permanência na escola.
Educação inclusiva de verdade, com formação permanente, suporte adequado e condições concretas para atender às diferentes necessidades dos estudantes.
Combate à superlotação das turmas e às jornadas excessivas, que prejudicam tanto o trabalho docente quanto a qualidade do ensino.
Cuidado com a saúde de profissionais e estudantes, incluindo prevenção do adoecimento e atenção à saúde mental.
Segurança escolar baseada também em prevenção, educação, saúde e fortalecimento de vínculos, e não apenas em respostas policiais.
Educação como investimento estratégico para Minas Gerais, capaz de gerar desenvolvimento humano, social e econômico.
Cultura não é luxo. Não é enfeite. E não pode ser tratada como algo secundário, lembrado apenas em festas, eventos ou períodos eleitorais.
Cultura é direito, trabalho, identidade e desenvolvimento. Ela movimenta a economia, gera renda, fortalece vínculos, preserva a memória, amplia repertórios e dá às pessoas condições de compreender, expressar e transformar a realidade em que vivem.
Minas Gerais possui uma riqueza cultural extraordinária, mas o acesso aos recursos, equipamentos, editais e oportunidades ainda é profundamente desigual. Grande parte da produção cultural acontece fora dos grandes centros, enquanto muitos artistas, grupos, produtores e instituições do interior enfrentam enormes dificuldades para manter seu trabalho.
Na Assembleia Legislativa, vou defender uma política cultural mais democrática e territorializada, capaz de fazer os recursos chegarem também às cidades pequenas e médias e às diferentes regiões de Minas. Quem produz cultura no interior não pode continuar disputando políticas públicas em condições desiguais com estruturas muito maiores e mais profissionalizadas.
Também é preciso reconhecer uma realidade básica: arte é trabalho. Artistas, técnicos, produtores, gestores, professores, artesãos e tantos outros profissionais da cultura precisam ser tratados como trabalhadores, com políticas que fortaleçam sua atividade, ampliem oportunidades de formação, circulação, produção e geração de renda.
Defendo mecanismos de financiamento cultural transparentes, acessíveis e descentralizados, com critérios que considerem as desigualdades territoriais de Minas. Democratizar a cultura não significa apenas oferecer programação ao público. Significa também democratizar quem consegue produzir, acessar recursos, circular com seu trabalho e participar das decisões sobre a política cultural.
Quero fortalecer a presença da cultura na formação de crianças e jovens. Teatro, música, dança, artes visuais e outras linguagens artísticas ampliam criatividade, sensibilidade, pensamento crítico, convivência e capacidade de expressão. O contato com a arte não pode ser privilégio de quem nasce em determinada cidade ou de quem tem condições de pagar por ele.
Também defenderei a valorização do patrimônio, da memória e das identidades locais. Minas não é uma realidade cultural única: é feita de territórios, histórias, manifestações e modos de viver diferentes. Preservar essa diversidade é preservar quem somos e, ao mesmo tempo, criar possibilidades de desenvolvimento para o futuro.
A cultura também precisa ser compreendida como parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico e regional. A economia criativa movimenta cadeias produtivas, turismo, comércio, serviços e inovação. Investir em cultura é fazer o recurso circular, gerar trabalho e fortalecer os próprios territórios.
Minha defesa é clara: descentralizar recursos, valorizar quem trabalha com cultura, ampliar o acesso, fortalecer a produção do interior e reconhecer a arte como parte essencial do desenvolvimento humano e econômico de Minas Gerais.
Arte não é privilégio.
Cultura é direito — e política cultural séria precisa fazer esse direito chegar a todos os territórios de Minas.
Democratização do acesso à cultura, para que arte e cultura não sejam privilégio de quem vive nos grandes centros ou pode pagar por elas.
Descentralização dos recursos culturais, com políticas que considerem as desigualdades entre regiões e municípios de Minas.
Valorização dos artistas e trabalhadores da cultura, reconhecendo que arte é trabalho e precisa gerar renda, dignidade e oportunidades.
Financiamento cultural mais transparente, acessível e democrático, ampliando o alcance de editais e mecanismos de incentivo.
Fortalecimento da cultura no interior de Minas, apoiando grupos, produtores, espaços culturais e iniciativas locais.
Ampliação do acesso de crianças e jovens às artes, com incentivo ao teatro, música, dança, artes visuais e outras linguagens.
Valorização do patrimônio, da memória e das identidades regionais, preservando a diversidade cultural mineira.
Fortalecimento da economia criativa, reconhecendo a cultura como vetor de emprego, renda, turismo, inovação e desenvolvimento regional.
Mais participação de quem faz cultura nas decisões públicas, para que as políticas do setor sejam construídas com quem conhece sua realidade.
Não basta dizer que as mulheres são importantes. É preciso garantir que estejam onde as decisões são tomadas, com voz, autonomia, segurança e condições reais de participação.
As mulheres estão presentes em todos os espaços da sociedade, sustentam famílias, comunidades, escolas, serviços, empresas, projetos e redes de cuidado. Mas ainda enfrentam desigualdades profundas de representação, renda, acesso a oportunidades, segurança e participação política.
Na Assembleia Legislativa, vou defender políticas que ampliem a presença das mulheres nos espaços de decisão, fortalecendo lideranças locais e regionais e criando condições para que mais mulheres participem da vida pública, política, comunitária e econômica.
Também vou atuar pelo fortalecimento de políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Violência não começa apenas na agressão física. Ela pode aparecer no controle, na ameaça, na dependência econômica, no isolamento, na intimidação e em diferentes formas de abuso. Por isso, proteção exige informação, prevenção, rede de atendimento articulada e políticas públicas permanentes.
Defendo também uma educação comprometida com a igualdade, o respeito e a formação para relações não violentas. Enfrentar a violência contra as mulheres passa também por mudar padrões culturais que naturalizam controle, desrespeito e desigualdade.
A autonomia econômica é outro ponto central. Mulheres com acesso a formação, trabalho, renda, crédito, redes de apoio e oportunidades têm mais condições de fazer escolhas e construir seus próprios caminhos. Por isso, quero apoiar políticas que fortaleçam o empreendedorismo, o cooperativismo, a qualificação profissional e a geração de renda, especialmente nos municípios do interior.
Também é preciso olhar com atenção para as mulheres que assumem jornadas intensas de cuidado, em especial mães atípicas e cuidadoras, que muitas vezes enfrentam sobrecarga, dificuldade de inserção profissional e falta de suporte adequado do poder público.
Meu compromisso é com uma política que trate as mulheres não apenas como público de proteção, mas como sujeitos de direitos, lideranças e protagonistas da transformação social.
Quero mais mulheres com voz. Mais mulheres com autonomia. Mais mulheres seguras. Mais mulheres decidindo os rumos de suas comunidades e de Minas Gerais.
Ampliar a participação feminina nos espaços de decisão, fortalecendo lideranças políticas, comunitárias e regionais.
Fortalecer políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, com redes de proteção mais articuladas e acessíveis.
Defender autonomia econômica para as mulheres, com formação, qualificação, geração de renda, empreendedorismo e cooperativismo.
Apoiar políticas específicas para mães atípicas e cuidadoras, reconhecendo a sobrecarga e a necessidade de suporte público.
Promover educação para igualdade e respeito, enfrentando padrões culturais que naturalizam violência e desigualdade.
Ampliar oportunidades de participação social e política, especialmente para mulheres do interior e de municípios menores.
Fortalecer redes locais de apoio e proteção, aproximando serviços públicos das mulheres que mais precisam deles.
Defender políticas públicas construídas com a participação das próprias mulheres, respeitando diferentes realidades e territórios.
Tratar protagonismo feminino como poder de decisão, e não apenas como presença simbólica.
Orçamento público não é apenas uma planilha de receitas e despesas. É a expressão concreta das prioridades de um governo.
Todo recurso público vem, direta ou indiretamente, da sociedade. Por isso, precisa retornar em forma de serviços, infraestrutura, oportunidades, proteção social, desenvolvimento e melhoria real da vida das pessoas.
Minas Gerais carrega há décadas um quadro difícil de endividamento. Equilibrar as contas é necessário, mas equilíbrio fiscal não pode ser um fim em si mesmo. Um Estado que apenas corta, adia investimentos e transfere o peso dos desequilíbrios para servidores e para a população pode até organizar números no curto prazo, mas compromete sua capacidade de crescer e gerar novas receitas no futuro.
A pergunta central deve ser outra: que futuro estamos construindo com cada real do orçamento?
É preciso priorizar investimentos capazes de ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e fortalecer a economia mineira. Educação, saúde, cultura, infraestrutura, ciência, inovação e desenvolvimento regional não podem ser tratados como despesas secundárias. São áreas capazes de gerar retorno social e econômico, aumentar produtividade, criar empregos e fortalecer os municípios.
Também é preciso discutir com seriedade os benefícios fiscais concedidos pelo Estado. Incentivos podem ser instrumentos legítimos de desenvolvimento, mas precisam ser acompanhados e avaliados. Se o Estado abre mão de receita, a sociedade tem o direito de saber qual retorno está recebendo em geração de empregos, renda, investimento, desenvolvimento regional e outros benefícios concretos.
Como gestora, aprendi que recursos limitados exigem escolhas responsáveis. Por isso, não basta perguntar quanto foi gasto. É preciso perguntar onde, por quê, para quem e com qual resultado.
Esse é também um dever essencial da Assembleia Legislativa: discutir as prioridades do orçamento, acompanhar sua execução, fiscalizar o uso dos recursos públicos e cobrar resultados do Executivo.
Quero defender uma política orçamentária baseada em três princípios: investimento, fiscalização e resultado.
Priorizar investimentos que ampliem oportunidades e reduzam desigualdades.
Defender educação, saúde, cultura, infraestrutura, ciência, inovação e desenvolvimento regional como áreas estratégicas do orçamento estadual.
Fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, cobrando transparência, eficiência e resultados.
Acompanhar os programas e investimentos do Estado, avaliando seus impactos econômicos e sociais.
Avaliar o retorno dos benefícios fiscais concedidos, para que representem desenvolvimento, emprego, renda e benefícios concretos para a sociedade.
Combater a lógica de ajuste fiscal permanente sobre serviços públicos e servidores, sem enfrentar as causas estruturais dos desequilíbrios.
Defender responsabilidade fiscal com responsabilidade social, preservando a capacidade do Estado de investir.
Fortalecer os municípios e o desenvolvimento regional, evitando concentração excessiva dos investimentos em poucas áreas do Estado.
Tratar orçamento como instrumento de planejamento de futuro, e não apenas como mecanismo de contenção de despesas.
Recurso público bem aplicado não é desperdício. É investimento no desenvolvimento de Minas Gerais e na vida das pessoas.